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terça-feira, 31 de maio de 2011

Casinha no campo... Adoro...

Chove...chove...chove sem parar. Aleluia! Dia cinzento, chuva de outono e um toque de frente fria do sul. Cenário completo para a pipoca, um bom filme e, por último, um dia perfeito para se “aninhar” entre lençóis e cobertores. Não tem nada melhor para um domingo sem grandes perspectivas. Minha Lindinha concorda. Ainda bem.

Quem mora no campo sabe reconhecer e agradecer como ninguém esta dádiva da natureza. Que delícia de chuvinha... Aliás, o ano começou quente e seco, mas agora tem sido generoso com aqueles que dependem da terra para produzir. Num período de adversidade climática e muita escassez de água é um alento.

Dá prazer observar as pastagens verdejantes. A chuva deixa o campo mais verde e no outono que se aproxima fica também mais doce ao sabor das frutas. As florestas, as poucas que ainda resistem, se sobressaem entre os canaviais com maior imponência e chegam a respirar majestosamente. Ou melhor, passam a oferecer mais oxigênio para nossos pulmões. E ainda há quem ache que qualidade de vida é uma cidade com infraestrutura de saneamento básico, shopping centers, favelas, tiroteios...

Segundo o IBGE, algumas cidades do interior têm péssimos índices de qualidade de vida. Quais critérios definem estes índices de qualidade de vida? Minha Lindinha mora no campo e no litoral ao mesmo tempo, de frente para o mar, e afirma que não troca sua “vidinha” simples e modesta pela imponência de nenhuma metrópole. Garota inteligente essa! Também concordo.

Afinal, sempre bato nessa tecla. Para mim, basta uma casinha no campo...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Essa gente...

Incompreendido sempre. Não, não é papel de vítima. Agora tudo que escrevo, segundo alguns palpiteiros de plantão, tem interpretações dúbias. Políticos, amigos, colegas de trabalho, família, enfim quase todo círculo de relacionamento, anda me condenando nos últimos tempos. Alguns estão achincalhando mesmo.

O amigo Ric, depois de muita pressão, sentenciou: “...vai procurar sua turma. Deixe o povo da redação em paz”. No fundo ele tem razão. Tudo começou com a “guerra de musas”. Depois que abandonei a original, por livre e espontânea pressão, minha inspiração já não é mais a mesma. Acabei adquirindo má fama. Estou estigmatizado mesmo.

Lindinha chama a atenção para minha vocação caipira. Segundo ela, as coisas começaram a desandar depois que deixei de lado minhas origens. Mariane também faz coro. Cá estou, de novo, a mexer com a redação. Tudo bem Ric, foi uma pequena recaída. Mas a verdade é que o povo da roça me entende melhor. Não enxergam tanta maldade nestas modestas linhas.

Por isso cada vez mais, vou me readaptando ao modo de vida dos irmãos conterrâneos, os caipiras. Tá na hora dessa gente humilde e de bronzeado forçado, mostrar seu valor. Estarei unido nesta luta. A República de Pingo D’água já levantou bandeira. Vamos fazer a “revolução caipira das boas intenções”. Dizem que de bem intencionados os cemitérios andam cheios. Nossa posição ideológica é contra esta máxima.

Vamos entrar para a história por que estamos criando a “nação caipira dos homens de bem”. Incompreendidos unidos jamais serão vencidos!!! E olha que isto não é recado pra ninguém. Nem um desabafo. Agora só falta mais uma vez me tacharem de fazer um levante do campo contra a cidade. Afinal, nesta fase de incompreensão e intolerância, quem sabe... “Fala sério”, ou melhor, não me levem tão a sério...